Imóveis grandes valorizam 16,6% em Curitiba: veja os bairros que mais subiram

Quem mora em um apartamento ou casa com mais de 125 metros quadrados em Curitiba provavelmente já percebeu que o preço do imóvel subiu. Um levantamento da Loft, empresa do mercado imobiliário, confirma essa percepção com dados concretos: esse segmento valorizou, em média, 16,6% nos primeiros cinco meses de 2026, acima da média geral da cidade, que ficou em 14,5%. O tíquete médio desses imóveis chegou a R$ 1,82 milhão.

O estudo analisou 33 mil anúncios residenciais ativos em Curitiba entre janeiro e maio de 2025 e 2026, segundo reportagem do portal Portas.

Os bairros que mais subiram nos imóveis grandes

Entre os imóveis com mais de 125 m², a Fazendinha liderou com alta de 47,2%, atingindo um tíquete médio de R$ 1,05 milhão. É um dado que chama atenção por se tratar de um bairro popular da regional Portão.

Na sequência aparecem Parolin, com 46,3%; Cascatinha, com 45,5%; e Campina do Siqueira, com 43,1%. Também tiveram alta expressiva Jardim das Américas (39%), Lindóia (37,4%), Jardim Botânico (36,7%), Mercês (35%) e Cristo Rei (34%).

Apartamentos pequenos também subiram, mas menos

A valorização atingiu todas as faixas de tamanho. Os imóveis entre 30 m² e 65 m² avançaram 15,2%, e os de 100 m² a 125 m² subiram 15,1%.

Os compactos de até 30 m² tiveram alta menor, de 9% em média, com tíquete médio de R$ 312 mil. Nesse segmento, os bairros que mais valorizaram foram Bigorrilho (23,2%), Batel (23,1%), Alto da Rua XV (21,8%) e Cristo Rei (20,1%). Segundo a Loft, esse tipo de imóvel segue aquecido por conta da procura de investidores e de compradores que buscam menor valor de entrada.

Por que os imóveis maiores subiram mais

Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, explica que o mercado curitibano combina preferência por unidades maiores e bem localizadas com uma demanda mais resiliente entre compradores de renda mais alta. Em outras palavras: quem pode comprar um imóvel grande em Curitiba está comprando, e isso puxa os preços para cima.

O movimento reflete um cenário nacional de aquecimento do mercado imobiliário, mas com particularidades locais. Curitiba costuma ser apontada como uma das cidades com melhor relação entre qualidade de vida e custo de moradia entre as grandes capitais, o que atrai tanto moradores quanto investidores.

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