SEGURANÇA ALIMENTAR EM CURITIBA: 33 ARMAZÉNS, 6 RESTAURANTES E 234 HORTAS

Horta urbana comunitária que integra a rede de segurança alimentar em Curitiba

A rede de segurança alimentar em Curitiba chegou a 33 Armazéns da Família, 12 Sacolões, seis Restaurantes Populares e 234 hortas urbanas espalhadas pela cidade. Os números foram divulgados pela Prefeitura na semana do Dia Mundial da Alimentação, lembrado em 16 de outubro.

A data é instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO. Em 2026, a campanha global tem como tema “Inovar Hoje Para Nutrir o Amanhã”, com foco em sistemas alimentares mais sustentáveis.

Em Curitiba, os programas são coordenados pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, a SMSAN. A pasta reúne abastecimento, oferta de refeições, combate ao desperdício, agricultura urbana e educação alimentar sob o mesmo guarda-chuva.

COMIDA MAIS BARATA NA PONTA

Os 33 Armazéns da Família vendem alimentos e produtos essenciais a preços reduzidos. O público-alvo são famílias com renda de até cinco salários mínimos, e a lógica do programa é aliviar o orçamento doméstico de quem mais sente a variação do preço da comida.

A rede é complementada pelos 12 Sacolões da Família, voltados a frutas, verduras e legumes. A proposta é tornar o alimento fresco competitivo no bolso de quem compra todo mês no mesmo bairro.

Os seis Restaurantes Populares servem, em média, 5.588 refeições por dia, de segunda a sexta-feira. O cardápio é balanceado e o preço é pensado para quem precisa almoçar fora de casa sem comprometer o salário.

MESA SOLIDÁRIA E BANCO DE ALIMENTOS

A rede de proteção conta ainda com duas unidades do Mesa Solidária. Uma delas é a Escola de Segurança Alimentar e Nutricional Patrícia Casillo, no Jardim Botânico, e a outra é o Base, sigla de Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego, no Centro.

Desde que foi inaugurado, o Base já serviu 92.115 refeições. O equipamento atende diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade social, concentrado na região central da cidade.

Outro braço da política é o Banco de Alimentos de Curitiba. O programa conecta o excedente de alimentos ainda próprios para consumo à rede de entidades sociais que atende a população vulnerável.

Desde 2021, o Banco de Alimentos arrecadou e doou 2.093.871,50 quilos de comida. São mais de duas mil toneladas que deixaram de virar lixo e viraram refeição.

O CULTIVO DENTRO DA CIDADE

As 234 hortas urbanas são a face mais visível do programa no dia a dia dos bairros. Elas ocupam terrenos ociosos, aproximam o morador do cultivo e criam espaços de convivência onde antes havia mato alto.

Completam o conjunto as três Fazendas Urbanas municipais, no Cajuru, na CIC e no Tatuquara. Os espaços oferecem educação alimentar e ambiental, atividades de agricultura urbana e capacitação em cultivo, compostagem e aproveitamento integral dos alimentos.

Segundo o secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho, garantir segurança alimentar vai além de colocar comida no prato. Ele cita o acesso a alimento de qualidade, a valorização de quem produz e a redução do desperdício como partes da mesma conta.

ONDE ISSO APARECE NO SEU BAIRRO

Para quem mora no Tatuquara, no Cajuru ou na CIC, a Fazenda Urbana é um endereço concreto de curso e muda. Para quem está no Jardim Botânico ou no Centro, o Mesa Solidária é a refeição servida ali, naquele quarteirão.

E para a família que faz compra de mês em Armazém da Família, a diferença é a linha final do cupom. É nessa conta, mais do que em qualquer dado agregado, que a política pública aparece.

SERVIÇO

Os endereços e horários dos Armazéns da Família, Sacolões, Restaurantes Populares, hortas urbanas e Fazendas Urbanas estão no portal de serviços da Prefeitura de Curitiba.

Dúvidas sobre cadastro e funcionamento também podem ser feitas pela Central 156.

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