Projeto de lei quer cadeira de rodas obrigatória em escolas de Curitiba

cadeira de rodas nas escolas de curitiba acessibilidade

Um projeto de lei em análise na Câmara Municipal de Curitiba quer obrigar escolas a manter cadeira de rodas disponível. A medida, portanto, vale para unidades públicas e privadas.

A regra alcança instituições com mais de 50 alunos matriculados. Dessa forma, o objetivo é evitar que estudantes com deficiência ou mal-estar sejam carregados de forma improvisada.

Hoje, uma lei de 2012 já permite que a Prefeitura ofereça cadeiras de rodas na rede pública. No entanto, essa norma não obriga nada e não prevê punição para quem descumpre.

O novo projeto, assim, substitui essa lei antiga por completo. A partir de agora, escolas particulares também precisam ter o equipamento à disposição.

Por que a Câmara propõe a mudança

O texto explica o motivo da mudança. Sem cadeira de rodas disponível, professores e inspetores acabam carregando alunos no colo em situações de emergência, o que expõe todos a riscos.

Quedas e esforços físicos inadequados, por isso, podem agravar lesões já existentes. A cadeira deve ficar em local de fácil acesso dentro da escola.

Além disso, o equipamento precisa seguir os padrões de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Qualquer pessoa da comunidade escolar pode usar o item em caso de necessidade, incluindo alunos com deficiência, mobilidade reduzida ou mal-estar repentino.

Quanto custa equipar a rede pública

A Prefeitura calculou quanto custaria equipar toda a rede pública. O levantamento incluiu 188 escolas municipais e 240 Centros Municipais de Educação Infantil.

Também entraram na conta dez Centros de Atendimento Educacional Especializado e três centros especializados. Ao todo, portanto, são 441 unidades públicas na lista.

Cada cadeira custa R$ 614,55, segundo o estudo. Assim, o valor total para equipar toda a rede chega a R$ 271.016,55, considerado baixo diante do orçamento da educação.

A proposta, além disso, prevê uma forma de implantação gradual. Seriam 110 unidades em 2027, 221 unidades acumuladas em 2028 e todas as 441 até 2029.

Esse gasto representa apenas 0,0089% do orçamento de R$ 3,03 bilhões da Secretaria Municipal da Educação para 2026. No entanto, a conta não inclui o custo das escolas privadas.

Punições previstas e próximos passos

Escolas particulares que não seguirem a lei podem receber advertência e multa. As duas punições, portanto, podem ser aplicadas juntas, conforme a gravidade do caso.

Caberá à Prefeitura definir os valores das multas e o órgão responsável pela fiscalização. Na rede pública, por sua vez, o descumprimento pode gerar responsabilização dos gestores.

O vereador Marcos Vieira, do PDT, assina o projeto. Agora, ele aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para as demais comissões.

Se aprovado, o texto muda a rotina de centenas de escolas em Curitiba. Assim, a ideia é garantir mais segurança em momentos de emergência dentro das unidades de ensino.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *